Tenho observado atentamente os jogos da Copa do Mundo de 2022. Vejo comentários esportivos feito por empresas jornalísticas nas suas empreitadas por audiência, anunciante e retorno financeiro. Um trabalho interessante de ser anotado. Na realidade há muito monopólio e latifúndio midiático e pouca dialética nos grandes canhões de audiência, sem dizer da queda dos níveis de introjeção de fortes emoções nas partidas da seleção brasileira. Há muito mais irracionalidade que propriamente emoção. Entreter, informar e emocionar requer muito mais profissionalismo do que tem sido apresentado pelos colegas dos grandes veículos de comunicação social.
Vamos ao ponto central de nossa argumentação: Japão e Arábia Saudita foram considerados zebras por conta das vitórias sobre Alemanha e Argentina, respectivamente. Poderíamos endossar tal discurso se não fosse possível mergulhar na história desportiva de tais países, deixando obviamente de olhar o quanto de investimento em aperfeiçoamento das práticas esportivas foram feitos nos últimos 30 anos.
Na realidade,observando com atenção não houve nenhuma zebra. O que ocorreu foi uma superação esportiva destes após muito trabalho e intensa preparação para a Copa do Mundo, através do aprendizado com grandes nomes do futebol mundial que foram contratados nos últimos tempos por clubes ou federações destes dois países, enquanto que em outros países não houve o mesmo investimento tampouco a mesma vontade de superar-se, de transcender.
O que tem sido assistido nos principais veículos de cobertura jornalística é o vício de considerar apenas a tradição em detrimento de fatores históricos de impacto de longo alcance. Mais cedo ou mais tarde o investimento dará seu retorno; seja com espetáculo, seja com vitórias, seja com conquistas, ou seja o que tem sido chamado de zebra na realidade é fruto de trabalho sério e comprometido feito por longos anos que avançando quebrou paradigmas e prospecções dentro do evento.
Bom para o futebol. Bom para a Copa do Mundo.